CHAVES: Alunos da Secundária Dr. António Granjo refletem sobre o futuro da educação

2022-10-26 11:59:18

Ao longo de duas semanas, alunos do 3.º ciclo e do ensino secundário da Escola Secundária Dr. António Granjo em Chaves participaram na iniciativa “Transformar a educação: Dá voz às tuas ideias!”.

Os estudantes foram incentivados a um exercício crítico sobre a educação e a escola, onde se registaram importantes propostas/anseios, com vista a uma escola contemporânea do seu tempo. Entre eles, a introdução de problemas práticos na lecionação das matérias de diferentes disciplinas (como adicional acicate à curiosidade que creem urgente à aprendizagem), a redução dos currículos por disciplina, a fim de que os professores não se sintam constrangidos no cumprimento dos mesmos e procedam de forma a dar mais ocasiões aos alunos de serem mais pró-ativos e não apenas a receberem instruções, proporcionando-lhes uma maior e melhor aprendizagem por si próprios, a possibilidade de os alunos poderem escolher o seu próprio currículo, a solicitação de um maior contacto com ofícios/workshops de diferentes áreas para mais livremente escolherem o seu futuro profissional, a aplicação mais precoce de testes vocacionais para uma melhor orientação dos cursos a seguir, a diminuição da duração de uma aula, em particular as de cariz mais teórico, o reforço da componente de educação física (relaxamento e contraponto, contemplação e remate) e da educação sexual, a multiplicação de visitas de estudo e uma experiência Erasmus exponenciada.

Esta iniciativa, despoletada pela ONU e na qual mais de 100 países se encontram envolvidos, foi lançada pela Rede de Bibliotecas Escolares, pretendendo “provocar a reflexão, discussão e ação dos alunos sobre o futuro da educação e recolher soluções para a transformar, estando a ES Dr. António Granjo na linha da frente para dar voz aos seus alunos”, refere a escola.

“Com professores de diferentes disciplinas, a cada momento, a escutar e, seguramente, mesmo no seu compenetrado e atentíssimo silêncio, a refletir em conjunto e em simultâneo, a tomar nota das críticas, dos reparos, dos elogios de aulas e professores também, de certo conformismo, por vezes, e contributos desiguais dos discentes, reconheça-se, conforme a diversidade dos intervenientes, e sua disposição, mais ou menos participativa, mas, sempre e em qualquer caso, num exercício que se crê iminentemente democrático, desde logo fim em si mesmo, ainda que, radicalmente, vise contribuir para principiar lentos desabrochares de dias que sejam progressivamente inspiradores para quem cresce neles (aos alunos, fundamentalmente, queremos que sejam!; ainda que, necessariamente, sem obliterar ou negligenciar a essencial motivação/preparação dos que (os) inspirarão). Tão inspiradores como as intervenções da Ana Lopes, do 11º ano, justíssima e muito meritória representante dos seus pares, agora, em (próxima) sessão à distância (zoom) com a Rede de Bibliotecas Escolares, em diálogo e debate com o país em exploração dos caminhos ainda não navegados da educação a emergir. Mas também como o João Ferreira, um moderador talentoso e sábio, cuja maturidade e capacidade de ler a escola e o mundo são, de há anos, credores da confiança de toda a comunidade educativa”.

“Aos que se voluntariaram, aos que aceitaram prestar serviço como relatores e moderadores, que se confiaram ao repto de se exporem, de tomarem a palavra por vezes em auditórios muito concorridos, aos que não tiveram medo de errar, de propor, de querer mudar, de fazerem registos – mas também aos que ainda não se sentiram confortáveis para usar da palavra, conduzirem os trabalhos, acompanhar a rapidez das anotações de cada sugestão ou proposta e que possam ter visto nos colegas um exemplo que vale a pena prosseguir, em futuras jornadas de cidadania como as vindas de realizar, o nosso muito obrigado. “Transformar a educação” vai exigir muitos passos, tempo, espírito de abertura e diálogo, conhecimento, preparação, estudo, reflexão, participação, exame crítico, coragem, ousadia, mudança, ponderação, formação. E, no entanto, e desde já, este primeiro andamento, com o entusiasmo e constrangimento do seu quê de experimental, não deixou de sublinhar, em refrão, o sabor das coisas novas (e, assim o esperamos, boas, muito boas)”, termina por dizer a escola.

 


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