REGIÃO: Deputada flaviense questiona Ministro sobre a linha férrea e as acessibilidades à A24

2022-11-09 11:57:14

Cláudia Bento questionou o Governo sobre a ferrovia e abordou o acesso de dois concelhos da região à A24.


Vila Real e Bragança, as duas capitais de distrito transmontanas, continuam a estar fora do Plano da Ferrovia Nacional e a deputada do Partido Social Democrata (PSD), do distrito de Vila Real questionou o Ministro das Infraestruturas e Habitac?a?o, Pedro Nuno Santos, sobre a possibilidade do regresso da linha férrea à região, durante a Comissão de Economia, Obras Públicas, Planeamento e Habitação, que decorreu no âmbito da especialidade do Orçamento do Estado para 2023.
Cláudia Bento refere que ''é na região de Trás-os-Montes que se encontra a cidade mais próxima de uma estação de alta velocidade. Para além de Bragança, a cidade de Chaves encontra-se a 58 Km da Estação de Alta Velocidade da Gudiña e a Eurocidade Chaves-Verín, a 30 minutos. No país real, a região do Alto Tâmega e Barroso fica cada vez mais perto da capital espanhola e mais longe da capital portuguesa'' disse a deputada durante a sua intervenção, explicando que ''para percorrer os 460 Km, que é a distância entre Chaves e Madrid, demora-se três horas enquanto que, para percorrer a mesma distância de Chaves a Lisboa demora seis horas e meia, a sete horas em transportes públicos''.
Depois da explicação, a deputada social democrata perguntou ao Ministro das Infraestruturas se ''a linha férrea vai chegar a esta região ou mais uma vez, somos deixados ao abandono e o seu compromisso, que o comboio chegará a todas as capitais de distrito, e às cidades com mais de 20 mil habitantes, fica no bolso e sem energia para prosseguir'', questiona.
Em resposta, o Ministro afirma que ''não conseguirmos o comboio em todas as capitais de distrito'' mas adianta que, quando for conhecido o Plano Ferroviário Nacional ''vamos perceber que todas as capitais de distrito estão incluídas na rede ferroviária, e que temos uma solução interessante para Trás-os-Montes e Alto Douro e para duas capitais que estão fora da rede ferroviária, como é o caso de Vila Real e Bragança''.
Pedro Nuno Santos acrescenta ainda que o Governo não vai ''conseguir em tempo útil ter a rede ferroviária que desejamos. O investimento ferroviário é muito importante, mas também é muito pesado, é muito dispendioso''.
O governante adiantou ainda que o Plano Ferroviário Nacional (PFN) será posto em discussão pública até ao final do ano, assim como a Declaração de Impacto Ambiental. O documento será depois submetido ao Parlamento. De recordar que na sessão de lançamento do PFN, em maio de 2022, ficou o desafio para construir uma nova linha de comboio que ligasse os distritos de Porto, Vila Real e Bragança, além de um novo troço entre Aveiro e Mangualde, com passagem por Viseu.
Do desafio lançado pelo Governo surgiu, por exemplo, a proposta para construir a Linha de Trás-os-Montes, ligando o aeroporto de Francisco Sá Carneiro (Porto) a Zamora.
Nesta intervenção, a deputada flaviense relembrou ainda a necessidade de otimizar as acessibilidades dos concelhos de Boticas, Montalegre e Valpaços à A24. ''Há localidades em Valpaços em que o percurso pode atingir os 45 minutos e Montalegre os 60 minutos'', deixando uma vez mais o convite ao governante para realizar uma viagem de autocarro entre Lisboa e Montalegre.

Sara Esteves
Fotos: DR


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