MONTALEGRE: PSD explica abandono da reunião de câmara

2020-07-23 12:01:55

Em comunicado, o PSD de Montalegre explica porque decidiram abandonar a última reunião de Câmara.

COMUNICADO NA ÍNTEGRE:

RESUMO DA REUNIÃO DE CÂMARA DE 16.07.2020: A PERSPETIVA DA COLIGAÇÃO

Perguntámos ao Presidente o que é que veio fazer a Polícia Judiciária à Câmara de Montalegre no passado dia 08/07/2020; na sequência duma operação de tão grande dimensão e tamanha gravidade (33 buscas; cerca de 60 agentes da PJ envolvidos; apreensão de equipamentos informáticos, quantias monetárias, documentação variada e quatro armas; 25 arguidos constituídos; suspeitas dos crimes de corrupção passiva e activa, participação económica em negócio, prevaricação, abuso de poder e falsificação de documento), perguntámos se os barrosões não merecem explicações mais detalhadas? Disse-nos que já informou que ele e o Vice-Presidente tinham sido constituídos arguidos, que estavam sujeitos a termo de identidade e residência e que não podia dar mais informações.

Apresentámos um documento com a síntese dos relatórios periciais sobre sete obras em que a Câmara esteve envolvida, feitos por uma equipa técnica independente, chefiada por um engenheiro que também é Professor universitário; de acordo com essa avaliação, foram pagos 557.927,10 euros aos empreiteiros, quando deveriam ter sido pagos apenas 394.475,09 euros, valor este que corresponde às medições que foram feitas aos trabalhos executados, ou seja, há um desvio de 41,44% do valor pago face ao valor executado (e medido), que corresponde aos 163.452,01 euros que foram pagos a mais aos empreiteiros; as obras são que constam na imagem anexa.

Perguntámos-lhe como é que explicava as diferenças entre o que foi feito e o que foi pago e dissemos-lhe que se, no prazo de dez dias, as explicações não forem convincentes, vamos apresentar uma participação-crime no Ministério Público; por isso, em breve voltaremos a este assunto.

Depois de apresentarmos o documento supra e de ter decorrido uma hora de período antes da ordem do dia, o Presidente disse que ia encerrar o debate; solicitámos meia hora adicional de período antes da ordem do dia, como é admitido no regimento das reuniões de Câmara; o Presidente da Câmara recusou; considerando que: i) os dois vereadores da Coligação só tinham feito três intervenções; ii) que em condições normais teríamos direito a oito intervenções de cinco minutos cada; iii) que nunca em reuniões anteriores a questão do tempo impediu que se debatessem os assuntos até ao fim; iv) que algumas das intervenções dos cinco eleitos do PS foram extensas e consumiram muito tempo; v) que algumas intervenções do PS incluíram acusações graves, às quais não tivemos oportunidade de responder; em protesto, abandonámos a reunião de Câmara; em breve vamos publicar o documento que tanto incomodou o Presidente, ao ponto de nos querer silenciar.

 


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