Centro para dinamizar Património Agrícola Mundial tem um projeto avaliado em 900 mil euros

2020-08-31 17:27:12

A Secretária de Estado da Valorização do Interior esteve no antigo centro de formação agrícola da Aldeia Nova e a candidatura para o financiamento do projeto deverá ser apresentada até final de setembro. Isabel Ferreira esteve hoje na Aldeia Nova e assistiu à apresentação do projeto do Centro de acolhimento do SIPAM de Barroso, onde se pretende instalar um centro de estudo, divulgação, investigação e até de degustação dos Sistemas Importantes do Património Agrícola Mundial do Barroso (GIAHS/SIPAM). Um investimento que ronda os 900 mil euros à luz de uma candidatura ao Programa de Valorização Económica de Recursos Endógenos (PROVERE). O processo conta, também, com o apoio do Instituto Politécnico de Bragança (IPB) na área da investigação de valências. Na comitiva, Isabel Ferreira teve a companhia, entre outros, do executivo municipal de Montalegre, do presidente da Câmara de Boticas, Fernando Queiroga, e do Secretário-Geral da ADRAT, António Montalvão Machado. A candidatura para o financiamento deverá ser apresentada até final de setembro. Isabel Ferreira começou por dizer que “já conhecia o empenho deste território na candidatura para o Património Agrícola Mundial. Tem caraterísticas únicas e é um orgulho porque justifica a qualidade destes produtos endógenos desta região. O projeto também está muito associado ao programa PROVERE, de valorização dos recursos endógenos, que é tutelado pelo nosso Ministério. Contamos com os autarcas que têm sabido, em parceria com as várias instituições, fazer consórcios com as diversas instituições que pensam estratégias para os territórios. É preciso capacitar os territórios, fixar e atrair pessoas, criar dinâmicas que potenciem o emprego e, também, olhar para os recursos endógenos com uma perspetiva de exploração socioeconómica. O Governo está empenhado em apoiar esta classificação porque é um orgulho para todos nós”. Orlando Alves, Presidente da Câmara de Montalegre, garantiu que ''é um projeto importantíssimo para o território de Barroso. É estruturante e âncora de um conjunto de iniciativas que vão ser potenciadoras de desenvolvimento, de criação de postos de trabalho e de fixação de pessoas. É isso que nos interessa. É preciso direcionarmos as nossas energias para este tipo de projetos. Apresentamos a primeira parte que corresponde a 900 mil euros. Esta verba é suportada em 80% por uma candidatura ao programa comunitário vigente, o PROVERE. Iremos trabalhar em parceria com o Instituto Politécnico de Bragança. Será a entidade que conduzirá a investigação deste projeto. Temos um selo qualificativo que é preciso preservar. Isso só acontece se investirmos na valorização do território. É um trabalho que se faz progressivamente entre os dois concelhos. Esta distinção é auditada anualmente e é necessário que cumpramos a nossa missão. A ADRAT tem sido a mentora deste processo. Somos uma terra com identidade graças aos nossos antepassados. Isto dá-nos muito orgulho. Este património era do Estado e está abandonado há mais de 15 anos. Será intervencionado e valorizado''. Para o autarca de Boticas, Fernando Queiroga, ''está provado que temos oportunidades e valor. Só queremos que nos ajudem. Temos uma classificação distinta e reconhecida. Temos produtos de altíssima qualidade. Estes territórios podem ser valorizados. A forma de produção dos nossos produtos é diferenciadora. Queremos fixar gente e isso só acontece com inovação e formação. Temos paisagens magníficas, mas se não houver gente degrada-se e perde-se. Temos oportunidades como é o caso da cobertura digital em todo o território. Só precisamos de um sinal de ajuda porque vontade temos muita''. O Secretário-Geral da ADRAT, António Montalvão Machado, quer que este centro, ''que neste momento não é nada, passe a ser um elemento dinamizador de tudo de bom que tem o Barroso. É uma oportunidade que pode alavancar outras atividades na área agrícola, rural ou turística''. Quanto a Orlando Rodrigues, Presidente do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), garante que ''a instituição está muito comprometida com a região e por isso há um conjunto de projetos estratégicos nos quais estamos empenhados em apoiar científica e tecnologicamente. Temos de valorizá-los e isso só é possível com conhecimento. É também importante encontrar estratégias que possam ter o reconhecimento desse valor no mercado. O nosso compromisso é esse. Há muitas ideias que estão as ser trabalhados em complementaridade, como o laboratório colaborativo da água no Alto Tâmega. Há um potencial muito grande e uma capacidade para atrair investigadores de todo o Mundo''.

 


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