REGIÃO: Fogo controlado em regeneração natural de Pinheiro-bravo com 16 anos

2021-03-13 10:52:29

A Raízes In desenvolveu nos últimos dias várias ações de fogo controlado em bastios de Pinheiro-bravo do Alto-Tâmega, tendo intervencionado cerca de cinco hectares.
“As condições meteorológicas apresentaram-se bastante favoráveis, com temperaturas entre os 3 e os 13ºC, humidade relativa do ar entre os 55 e 80%, tendo o vento apenas tido influência no último dia onde se registaram velocidades médias de 12 km/h. O FFMC (Índice de humidade dos combustíveis mortos finos) variou entre os 79 e 83”, destacou a empresa.
As parcelas tinham características muito diferenciadas ao nível de densidade de número de árvores e carga de combustível, existindo áreas com cerca de 1000 árvores por hectare com diâmetros médios de 10, 15 cm e forte presença de matos, carqueja, urze e fetos, e áreas onde existiam cerca de 20000 árvores por hectare diâmetros médios de 6/8 cm bastante fechadas onde não existiam obviamente condições para se desenvolverem matos. A carga de combustíveis superficiais estimou-se entre as 70 ton/ha na primeira situação e as 40 toneladas por hectare na segunda.
Quanto à execução dos trabalhos, no primeiro dia foram verificadas condições bastante favoráveis de tratamento em todas as parcelas, tendo havido a necessidade de restringir no 2º e 3º dia o tratamento aos povoamentos mais fechados, uma vez que os primeiros estavam já demasiado disponíveis e não se verificaram condições de segurança.
Ainda assim, e atendendo às dificuldades inerentes à execução de fogo controlado nestas parcelas, registou-se em cerca de 3% da área tratada zonas onde o fogo teve elevada intensidade, provocando a mortalidade de alguns pinheiros, sendo de certa forma esse um dos objetivos.
De forma geral, os resultados foram muito positivos, tendo sido reduzida a carga de combustível em cerca de 60%, criando assim condições para, por um lado, os pinheiros se desenvolverem com melhores condições uma vez que foi reduzida a concorrência pela luz e nutrientes e por outro lado reduzindo drasticamente o risco de incêndio proporcionando melhores condições de sobrevivência para estes povoamentos nos próximos tempos.
Os resultados irão ser acompanhados ao longo dos próximos meses.
As ações contaram com a colaboração de técnicos credenciados, Direção, Equipa Técnica e ESF 39-118 da AguiarFloresta, Brigada de Sapadores Florestais 2-118 da CIM Alto Tâmega e Bombeiros Voluntários Vila Pouca de Aguiar.


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